Quatrocentos dias se passaram, continuamos às cegas...
Uns usados, outros corrompidos mas nenhum de nós coitado...
Apenas tolos perdidos!
Ruim pensar que não tem saída, se te faz sair do seu conforto, pimenta vira colírio nos olhos dos outros.
Entrego essas palavras como forma de agradecimento, mesmo em meio ao caos, nós venceremos
Novo milênio, velhos fantasmas, guerras em vão enquanto vidas são ceifadas
Tempo, ilusão que te cria sentimento, cíclico ou contínuo nada importa se os erros são os mesmos.
Egoísmo vulgar, onde o ego é julgado só se ele for popular
Nego, luto me desvirtuo dessa realidade
Apenas lembro do sorriso dessa cidade que é feita por mim, por nós e por toda essa irmandade.
Menos que amanhã, um pouco mais que ontem, assim sigo firme sempre de olho no monte
Imperfeito me entrego no seu leito, a beira da loucura, não procuro a cura, mas sim a literatura
Tênue mas infinito, trazem seus gritos, esses de esperança nos levam as velhas lembranças
Ohhh grande cidade nos de sua piedade, em seus becos e nossos lares
Leal a nossos ares, alguns do Sertão outros de Palmares
Onde jamais serão consultados, pois o terror já foi implantado
Guerra um estado jamais cogitado, idealizado, porém marginalizado
Incondicional a repressão, que realidade buscamos né não
Antes usados, agora esclarecidos, todos precários… Mas nenhum esquecido!
Com sua essência buscamos romper o véu da realidade, fugindo da vaidade
Rir se torna necessidade, fé na humanidade mesmo ela sendo voraz, divido contigo a minha paz
Irmãos de crença, inimigos da fé alheia, ouço hipócritas falando besteiras
Sedentos em busca de um norte, alheios e dominados pelo medo da morte
Trago essa realidade, como um baseado mas em fatos reais, não manipulados
Artigo de ilusão, na luta contra repressão do pensamento, só um momento este é meu sentimento que se vai com o vento livre e sem lamento na jornada do conhecimento.